À minha espera no aeroporto de Lisboa, não estava ninguém… O meu pai estava atrasado. Um pouco mau… tanta gente à espera, eu saio, e não encontro quem quero.
Ainda tenho de passar pela minha casa de Lisboa e visitar os meus avós paternos, tios e primos. Após algumas horas a pôr a conversa em dia, não consegui aguentar mais e disse ao meu pai que queria realmente chegar logo ao Algarve.
Após 3,5h, dois aviões, e mais 3h de estrada entre Lisboa e o Algarve, chego!
O Max, o meu rafeiro, foi o primeiro que vi! Logo depois o Thor, o meu boxer e a minha mãe. Depois de muitos miminhos aos meus cães visitei os meus avós.

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Não sei descrever muito bem o sentimento de estar de volta a casa mas é como se finalmente dessemos valor às coisas: tanto às que ficaram como às que deixamos. O mundo perfeito seria possivelmente um país conjunto da República Checa e de Portugal.
Passado muito tempo tinha um jantar na mesa, o meu sofá de sempre e a televisão com novos anuncios e programas. É muito interessante. Depois de algum tempo afastados de casa e sem saber das novidades televisivas, a TV actua como um iman.
No dia seguinte quando foi passear com os cães foi muito engraçado-barra-estranho compreender todos na rua, voltar a ver pessoas e a comprimenta-las como se as tivesse acabado de ver no dia anterior. É também um pouco isto que nos dá a sensação de que as coisas, sítios e pessoas que deixa-mos para trás nos parecem sempre na mesma, como “se nada tivesse mudado”. É isto que oiço os outros dizer, em consonância com eles, foi isso mesmo que eu senti. Sempre senti um pouco de desdém por pessoas desinteressantes e dormentes. Não compreendo como passado meio ano, quando lhes pergunto: “Então! Novidades?”, e me respondem “Nada de novo… tudo na mesma”. Sou uma pessoa dinâmica, tenho objectivos, metas e sonhos. Todos os dias são uma aventura para mim, há sempre algo diferentes para fazer ou acontecer.
Outra coisas que reparei em Portugal mal regressei, foi a má-disposição e falta de ética enquanto conduzem e a má-educação dos mais jovens. Nesses momentos, juro que pensei: “por favor, deixeim-me voltar para Praga o mais rápido possivel”.
Contudo, três dias depois de chegar a Portugal, chegou a Sylvie, uma checa minha amiga que me ajudou muito quando cheguei à República Checa e que curiosamente, iria fazer erasmus na minha Universidade. A Sylvie chegou à estação ferroviária de Loulé onde eu já a esperava com o Thor para as boas vindas. Trazia muita bagagem com ela! Foi muito importante para mim ser eu a responsável por lhe causar a primeira imagem do Algarve. Queria que fosse tudo perfeito para ela e ajudar-lhe em tudo o que pudesse, afinal, ela estava completamente sozinha lá e não queria que se preocupasse com nada (como se isto fosse possível). Ainda assim, descarregamos as coisas dela em minha casa, mostrei-lhe a quinta, peguei no carro e levei-a às duas coisas que creio que ela tivesse mais curiosidade em visitar antes que tudo: o mar e a Universidade.

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Creio que ela tenha adorado. Era para mim também especial por ser a primeira vez que que voltava àqueles sítios depois de tanto tempo.

Nesse mesmo dia recolhemos uns 15 números de telefone relativos a anúncios de aluguer de quartos. No dia seguinte iriamos visitar pelo menos 4. O primeiro deles, era o ideal: barato, muito limpo, num edíficio com apenas 5 anos e muito perto da Universidade. Fizemos negócio no mesmo dia e levamos as coisas dela já para o seu novo quarto. Mais um problema resolvido, agora, já não teria de se preocupar com o problema de arranjar um sítio para viver.
Deixei-lhe a minha bicicleta para se movimentar mais rapidamente dentro da cidade.
Apresentei-lhe 5 dos meus amigos mais próximos em Faro, caso precisasse de alguma coisa, poderia contar com eles quando eu não estivesse por lá.

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Os dias que passei no Algarve, e foi quase um mês, foram simplesmente para relaxar e desfrutar daquele sítio. Infelizmente, na minha 3ª semana em Portugal tive que fazer uma operação no Hospital de Santa Maria (e este foi o principal motivo pelo qual voltei a Portugal), o que me fez ficar uma semana em casa em recuperação.
No final de todo este tempo em Portugal, o mais estranho posso dizer que foi o facto, de ir embora com mais saudades do que aquelas com que fui. Não sei como a psicologia explicaria isto, mas achei muito estranho e precisei do apoio dos amigos que ficaram em Praga para conseguir voltar à realidade checa de uma forma mais fácil e esquecer a tristeza de ter deixado o Algarve. Para isso, no mesmo dia em que cheguei a Praga, reuni 7 amigas que me receberam muito bem e para as quais trouxe algumas iguarias tradicionais do meu país e da minha reunião.

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São 10.37 e estou algures no ar… Descolei há uns 20 minutos com a Swiss Airlines. Até agora, este foi o melhor voo de sempre. O avião é pequeno e por fila deve haver uma pessoa. Ao todo devemos ser apenas uns 25. Ninguém ao meu lado. Não existem bébes chorões nem putos rabugentos. Ninguém a falar alto ou a vomitar. Formidável. Estou obviamente ao lado da janela e é a primeira vez que tenho esta experiência: poder escrever no computador e ao mesmo tempo olhar para aquele cenário repleto de azul e branco lá fora. Aqui tudo parece muito pacifíco e calmo. Não estou muito excitada nem ansiosa nem tão pouco triste. Sinto-me definifivamente dividida entre Portugal e República Checa e sinceramente já não sei onde é a minha casa. Estou ansiosa para ver os meus, os meus animais que tanta falta me fazem e enfiar a cara em todas as notícias dos meses em que não estive por lá. Tenho pena, por exemplo, de não poder acompanhado ainda mais de perto a presidência portuguesa da União Europeia, a Cimeira Africana e definitivamente a assinatura do Tratado (embora não pudesse ver muito mais do que vi, quer em Portugal quer na China). Penso que novidades haverá. Se o mundo girou por estes lados. Penso numa coisa a que nunca dei importância e que agora quase que me sinto obcecada por: o tempo! Será que estará bom tempo? Será que o sol vai aquecer a alma? Será que vai bater bem gostoso e vai estar um dia lindo e limpo?
Se aterrasse em Faro tenho quase a certeza que o cenário seria idílico, como num perfeito dia de Primaveral. Infelizmente, por motivos económicos, a minha viagem fará-se por Praga – Zurique – Lisboa. Dúvido que esteja uma dia perfeito em algum desses sitíos como estará no meu Algarve.
É curioso eu dizer “o meu Algarve”, porque na verdade, eu falo mais da minha casa como “o Algarve” do que Portugal e sinto que quando os outros dizem “sou de Lisboa” ou “sou do Porto” um certo vazio. Não digo que não sejam cidades bonitas e com muitas vantagens de se viver em e dignas de uma boa visita turística, mas o Algarve… ai o Algarve!
Não há nada em Portugal que se assemelhe à Natureza deste meu Algarve que tão bem conheço. E atenção que afirmo isto como uma verdade científica e comprovada! Conheço melhor Portugal que muitos portugueses, e adoro este meu país. Mas o clima e a Natureza do Algarve são incrivelmente únicos e peculiares. Se tudo correr bem, uma das primeiras coisas que conto fazer, é meter os meus cães no meu carro comercial e rumar à praia com eles. Assim como pegar na scooter e respirar aquele arzinho bom, apreciar os caminhos, as estradas boas e os trilhos que poucos conhecem, fazer uma boa viagem de 50 minutos até Faro, sem compromissos. Só passear.
Praga e o Algarve não têm uma única semelhança em que possa pensar. É como o homem e a mulher. Dois planetas, dois universos diferentes. O paraíso seria provavelmente a junção dos dois: a cidade protegida pela UNESCO com o clima e natureza do Algarve, quiçá de Moçambique. Talvez assim seja melhor. Não vamos globalizar. Cada país tem as suas caracteristicas únicas. Vou aterrar.
Do céu a Suiça estava pintada de branco, ao contrário de Praga que embora muito fria, este ano, neve apenas a vimos por alguns dias.
Se o avião da TAP que tinha que apanhar depois do da Suisse Airlines não estevesse muitíssimo atrasado, teria esperado exactamente apenas 10 minutos na transição de um avião para o outro. Infelizmente, e já com um cheirinho a típico português, foram 40 minutos de espera.
Neste momento já me encontro a bordo do avião da TAP e sobrevoamos ainda a Suiça. Este avião vai muito mais cheio mas ainda assim, existe um lugar vago entre mim e outra pessoa. É confortável e volto a ligar o portátil para escrever mais um pouco.
Estou cheia de fome e parece-me que vão servir o almoço em breve. Embora me apetecesse mesmo era um bom bitoque já me estou a preparar para a iguaria que aí virá.
Lá fora há uma luminosidade de encandeia. Já não ficava cega de tanta luz há muito tempo. Praga está sempre escondida por detrás de um manto de nuvens e com sorte, de vez enquanto, lá abre uma brecha. Pelo menos nesta época em que lá estive, de 22 de Setembro a 2 de Fevereiro. Ontem, um de Fevereiro estava frio, vento e chuviscos.
Penso que esta deve ser a sensação que todos os estudantes internacionais devem ter quando regressam pela primeira vez ao seu país de origem, depois de meses a estudar no exterior. No top dos pensamentos estão: saudades da comida, saudades da família, amigos e animais e saudades do clima e da cidade em si.
Esta viagem, além de matar todas estas saudades, vai também ajudar-me a colocar algumas ideias em ordem. Dùvidas sobre o final de curso, que é já este ano, e aquilo que se seguirá à experiência ERASMUS são sentimentos transtornantes. É a incerteza da vida que nos espera em poucos meses: continuaremos em que país? Continuaremos a estudar? Seremos lançados para o mercado de trabalho? Conseguiremos encontrar um bom trabalho? Quando fazer o mestrado? E ainda antes de tudo isto, a pressão de procurar um estágio durante 3 meses. A pressão de não encontrar um bom estágio, ou, no meu caso, encontrar dois óptimos estágios e estar dividida. Qual escolher? Qual o mais vantajoso e proveitoso para o meu curriculum? Ao mesmo tempo, qual o que me dará mais gozo e me trará mais realização.
Com certeza o tempo o dirá e sei que estar no Algarve me vai, provavelmente ajudar a tomar uma decisão, e acima de tudo, a decisão correcta.
Depois de sobrevoar també, a França, Espanha e Norte/Centro de Portugal aterro em Lisboa na hora prevista e desembarco sem quaisquer problemas. No entanto, era dia de protesto para os trabalhadores da Ground Force contra a intenção da TAP comprar esta empresa pondo em causa cerca de 2900 postos de trabalhos. Como protesto houve um atraso na entrega nas malas de toda a gente. Apenas cerca de 30 minutos, dos quais sinceramente não me importei de esperar. Simpatizo com a sua causa, e ao fim de contas, o que são 30 minutos depois de 4 meses e pouco…
Assim foi. Quando cheguei a Lisboa o protesto fez-se sentir. Simplesmente puxei um carrinho de carregar bagagens e sentei-me. Já estava de pré-aviso. No entanto, foram apenas cerca de 30 minutos e no final de contas, quando saí, ainda o meu pai não tinha chegado! À minha espera no aeroporto de Lisboa, não estava ninguém… O meu pai estava atrasado. Um pouco mau… tanta gente à espera, eu saio, e não encontro quem quero.
Ainda tenho de passar pela minha casa de Lisboa e visitar os meus avós paternos, tios e primos. Após algumas horas a pôr a conversa em dia, não consegui aguentar mais e disse ao meu pai que queria realmente chegar logo ao Algarve.
Finalmente, rumava agora a casa.
E que nova aventura e turbilhão de emoções me esperava…

O mês de Janeiro foi incrivelmente agitado. Não só pelo que já contei sobre a sua primeira quinzena, mas pelo que se seguiu. Estando em Praga há quase quatro meses, entristecia-me pensar que durante esse tempo apenas tenha tirado 4 dias para visitar Budapeste. Afinal de contas, um dos grandes projectos a curto-prazo tinha planeado ainda em Portugal, era o de tirar partido do facto de estar num país tão central como a República Checa. Ainda a trabalhar durante o verão, recordo-me, gastei algum dinheiro em guias para grandes cidades europeias. De Praga pode-se descobrir praticamente toda a Europa a partir de 40€ ida e volta para todas as capitais europeias.

Uma vez acabados todos os exames graças à minha óptima organização, já a 10 de Janeiro estava livre para pensar e organizar uma escapadela. Foi assim que surgiu esta minha viagem a Viena durante 3 dias. O bilhete te autocarro Praga-Viena Viena-Praga custou-me exactamente 10€ e cada viagem contou com 7h com escala em Brno, a segunda maior cidade checa logo após Praga. A Student Agency é a companhia que monopoliza praticamente todos os destinos mas nem por isso tem preços exacerbantes. Antes pelo contrário. Os preços são muito em conta e é sem dúvida quase sempre a forma mais barata de viajar. É confortável, tem qualidade e segurança. É muito mais barata e segura do que comboios. A alternativa é, por vezes, de avião mas só contado com promoçóes ou comprando os bilhetes com muito tempo de antecedência.
A minha aventura pela Áustria começa a 19 de Janeiro de 2008. O autocarro saiu de Praga por volta das 10.30 pelo que cheguei a Viena pelas 13h. E cheguei quase 30 minutos mais cedo do que o previsto. A primeira coisa que notei após abandonar o autocarro foi o vento. Em Praga raramente se sente um vento forte. E em Viena um vento bem chato e frenco fez questão de ficar durante os dias em que lá estive para me receber.
Um aspecto especial sobre esta viagem foi o de que utilizei o CouchSurfing pela primeira vez como Guest. Isto significa, que até home hospedei pessoas em minha casa em Portugal. Pessoas que passavam pelo Algarve e que me pediam para pernoitar algumas noites na minha casa e com quem passeei e mostrei a minha terra. Desta vez, pela primeira vez, em Viena fiquei com dois CouchSurfers: Thomas, o embaixador para Viena e Flo, um Vienense muito especial com o Português mais doce que já ouvi!
Com isto, telefono ao Thomas – com quem fiquei primeiro – para me vir buscar a Praterstern, estação de metro onde me encontrava após sair do autocarro, à qual ele chegou 15 minutos mais tarde. Seguimos para a sua casa onde descarreguei a minha mala e conversamos umas duas horas. Thomas é uma das pessoas mais organizadas que já conheci até hoje. A sua casa brilhava e tudo estava disposto meticulosamente. Nada falhava. Sinceramente, no início até tinha medo de desfazer a mala, desarrumar alguma coisa, deixar a escova e a pasta de dentes esquecidas na casa de banho, não descarregar a água da sanita, etc. Logo me apercebi que isto não deveria ser encarado como um defeito mas um feitio. Thomas estava a começar a ficar doente e lá fora o vento fresco e forte não estava para brincadeiras por isso decidimos não arriscar. Ele ficava no resguardo da casa e eu ia-me aventurar pela primeira vez já na escuridão da noite pelas ruas de Viena. Estava em pulgas, já não podia esperar mais. Após 5 minutos na Internet combinei jantar com um Italiano que trabalha agora em Viena, um Brasileiro que está por lá a fazer uma investigação e a sua namorada, uma áustriaca muito simpática. Combinamos encontrar-nos no ponto mais central de Viena: no Stephansplatz pelas 20h. Até lá escolhi sair em Volkstheater e pelo caminho visitar o Volkstheater, MuseumsQuartier, Museu de História Natural e o Museu Kunsthistorisches, subindo pela Maria TheresiaPlatz e HeldenPlatz até ao incrível Palácio Hofburg até à lindissima Karntner e Graben até ao Stephandom pelo qual fiquei de boca aberta pela sua beleza.
Não posso deixar de referir que ao chegar a Stephansplatz a minha atenção foi automaticamente desviada para um grupo de activistas que em plena praça e à saída do metro mostravam numa banca um video projectado com a forma como vacas, ovelhas, cabras e outros animais eram mortos para o consumo da sua carne. Imagens chocantes e violentas com o som no máximo onde se podiam ouvir os gemidos de dor e agonia por toda a área. O pior, é que deveria ainda aguardar uma hora por perto até à chegada dos outros. Agoniada decidi ainda ir dar uma volta pelas lojas de souvenirs onde comprei o tradicional saco com o nome da cidade, os quais decidi colectionar embora ainda só tenha três – Praga, Budapeste e Viena – e comprar uns 6 postais, 3 para enviar e 3 para mim de recordação. Não haviam quase nenhumas lojas de souvenirs e nada de interessante nessas lojas. Apenas montanhas de chocolates que convenhamos: não é um souvenir muito duradouro e para manter. Chocolates Mozart, Sissi, Shoubert, etc.
Comprei selos e escrevi os meus 3 postais sentada num dos banquinhos da Rua Kerntner. Enorme, iluminada e com todos os tipos de lojas e artistas. 3 pessoas tocavam violinos e um outro “tocava copos”, com um estranho sistema mas que funcionava na perfeição e com uma melodia lindissima de música classica. Com isto batem as 20h e dirijo-me de novo para o local combinado. Pode depois chega o italiano e aguardamos um pouco mais pelo Brasileiro com a sua namorada. Todos reunidos seguimos para um restaurante italiano – sugestão de Giogio, claramente o italiano do grupo. Todos são muito gentis comigo e temos um óptimo serão. Antes e depois do jantar passeamos um pouco. Sandra, a austriava mostra-me um museu que ao tocarmos nas paredes produzimos música. Cada pedra tem um som diferente – ou não estivessemos nós em Viena. Este museio fica na famosa praça onde durante os meses mais quentes são colocados uns enormes bancos onde as pessoas podem sentar-te ou deitar-se e ler, conviver, apanhar sol, etc. Muito popular entre a juventude e os viajantes. Durante os meses mais frio de inverno, estes enormes bancos estão dispostos de forma a criar uma “obra de arte” dispostos de diferente forma na praça. Arte e utilidade para os meses de verão e de inverno: versatilidade a 100%.
Chegados ao restaurante italiano pensei que iria pagar mundos e fundos pela comida mas após ver o menu entendi que era até um sitio económico tendo em conta que me encontrava em Viena. Viena é indiscutivelmente cara. Pedi uma pizza e fui surpreendida por este novo método: após indicar a pizza desejava foi-me entregue um comando. Explicaram-me mais tarde, que quando a pizza estiver pronta o comando vibra e luzes vermelhas começam a piscar. Genial pensei eu. E assim foi após un 10 ou 15 minutos.
Terminamos a noite num Club chamado Danau, isto é, terminei eu porque eles getilmente acompanharam-me até ao metro e seguiram para outro club. Eu queria estar fresca para aproveitar ao máximo o próximo dia e dormir cedo. No entanto, mesmo com os meus pezinhos de lã, reparei ao entrar em casa, que Thomas pelas 1h30 da madrugada, ainda se encontrava acordado. Com isto conversamos ainda até às 3 da madrugado hora em que realmente me rendi ao conforto do sofá, o primeiro sofá que surfei! Duvido que pudesse ter sido melhor. Até a roupa de cama era igual às minhas em Praga. Impossivel sentir-me mais em casa. Tive uma santa e desancasa noite. Durmi como um anjo.
No dia seguinte, acordei com as galinhas. O tempo não era muito por isso há que cedo levanta e tarde deitar para aproveitar tudo ao máximo. Thomas deixou-me preparada pelo dia anterior, uma enorme mesa de pequeno almoço, como tudo o possível que possam imaginar. Pequeno-almoço de rainha. Tudo meticulasamente disposto na mesa, tudo decorado e pensado ao detalhe. De tudo, com medo de “estragar a beleza” apenas fiz um leite com chocolate. Comi duas ou três bolachas que tinha trazidocomigo, tomei um rápido duche e rumei ao metro. Decidi que ia começar o dia por um dos pontos mais longínquos até ao ponto mais central.
A aventura começou desta forma no Schloss Schonbrunn, antiga residência dos Habsburgos. Mesmo assim, não foi o assombroso palácio que mais impressionou mas os impressionantes bosques que o circundam. Vaguei pelos bosques pelo menos uma hora, encontrando um fonte aqui, uma estátua ali. Nos jardins pode-se perder um dia sem qualquer sombra de dúvida. Desde o Jardim Zoológico à Gloriette ou às Ruínas Romanas, a Orangerie passando pelas Estátuas mitólogicas, são centenas de pessoas que tiram as manhãs para correr por ali ou dezenas as famílias que escolhem aquele espaço para passarem um serão de domingo como era o caso. Um dos aspectos mais engraçados do bosque, é que são muitos os esquilos que se podem encontrar. Mas não se pense que são esquilos totalmente selvagens e esquivos. São esquilos que assim que sentem que alguém vai a passar no trilho pedestre, correm até nós, parando na nossa frente e colocando-se em duas patas nos miram com um ar intimidante: “Onde está a minha nóz?”. Confesso. Até me senti envergonhada por não ter trazido nada comigo e quem sabe as bolachas de chocolate não iam criar um pequeno problema no sistema digestivo destes pequenos roedores? Mais tarde vi como funciona: um pequeno batia duas nozes uma na outra. Este é o chamamento. Os roedores respondem com um: “Dá cá isso e volta sempre”. Muito muito engraçado. Vou sempre lembrar-me dos esquilos de Schonbrunn.
Após uma manhã quase toda “gasta” no Schlos Schonbrunn sigo com o metro até Karlsplatz onde vejo o Edíficio da Secessão que recordo ter estudado nas aulas de História da Arte ainda à menos de um ano.

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Magnifíco. Um edíficio cubista desenhado por Joseph Olbrich em 1897 fruto do manifesto secessionista. Durante a II Guerra Mundial o seu interior foi saqueado e o edíficio deixado ao abandono mas mais tarde na década de 70 foi reabilitado pela Arte Nova. Representa a pureza e o funcionalismo. Um outro interessante facto sobre o edíficio é que quando foi terminado, as pessoas olhavam-no com desprezo e horror sendo até comparado a uma “estufa” ou a uma “casa-de-banho pública”, um atentado ao bom gosto. Hoje é um distinto representante da Arte Nova vienense a que os vienenses orgulhosamente chamam de “couve dourada”. Obrigado pelas aulas de História da Arte Prof. Dr. Fernando Amaro!

Ao lado podemos ver também uma estátua de Marco António sobre um carro puxado por leões. A arquitectura vienentense é magnifica e fico encantada pelas ruas por onde passo guiada pelo meu mapa e que me fazem percorrer a pequena distância que existe entre o Edíficio da Sucessão a Universidade Técnica de Viena e… o fenomenal Karlskirche.

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A mais linda igreja que já visitei até hoje (catedrais não contam!). Uma Igreja barroca contruída entre 1715 e 1737 em honra de S. Carlos Barromeu o santo padroeiro da luta contra a peste, como sinal de gratidão por Viena ter sido libertada da peste epidémica de 1713 que ceifou 8000 vidas.
Penso que desta igreja devo ter umas 20 fotografias só do exterior e umas 40 do interior, sendo 20 só das pinturas no tecto.
Só a sua entrada é descomunal: no centro existe uma enorme escadaria e por cima um frontão suportado por seis pilares. As colunas são instiradas na antifa coluna romana de Trajana e decoradas com cenas da vida de S. Carlos Barromeu. A coluna esquerda ilustra a perseverança e a direita a coragem. Se pensam que o exterior é o mais interessante esperem até ver o interior. Agora eu sei que tive muitissíma sorte pois os frescos tinham acabado de ser repintados e por este motivo, existia uma escadaria e imaginem, até um elevador, para nos levar ao topo do Igreja. Lugares inacessíveis ao mais comum dos mortais. Todos os frescos eram lindissímos. No final, no ponto mais alto da cúpula no centro de uma roda de anjos um símbolo: uma pomba branca. Pomba que quase ninguém tem a oportunidade de ver. Sinto-me uma sortuda.
Ainda estonteada pelo Karlskirche aventurei-me pelo tram número 2 que faz a volta ao ring pelos locais mais importantes de Viena.

A minha próxima paragem teve obrigatoriamente que ser o impressionante Stephansdom que andava ansiosa por visitar desde o primeiro momento em que o vi na noite em que cheguei. E por onde começar a descrição deste incrível sitio. A Stephansdom fico no coração de Viena e é com certeza o mais lindo edíficio gótico austriaco. Após a visita grátis ao seu interior onde ainda se podiam avistar os folhetos com as notas e as letras da música cantada na missa de domingo poucas horas atrás. Enquando admirava o seu interior reparei que daí a dois minutos haveria uma visita guiada ao interior das Catacumbas que datam de 1732 e onde estão sepultadas mais de 11000 pessoas. Além de muitos ossos amontoados como forma de economizar espaço, as outras “atracções” das catacumbas é o local da Cripta onde jazem alguns dos Duques, Bispos, e os restos mortais dos Habsburgos. A visita foi feita por uma guia meio nervoso e convencido que demorou pouco mais de 10 minutos e ao qual ainda tive que sorrir e pagar 4.50€ no final.

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Ainda não safisteita, dirijo-me à torre para visitar o Telhado de Azuleijos tão famoso pelas suas cores e mais de 250000 azulejos com o brasão Habsburgo origianmente construído em 1490 e restaurado mais tarde após um incêndio durante a II Guerra Mundial. Uma vista magnifíca lá de cima. Sem contar que se demoram apenas 30 segundos no antigo elevador, que também ele parece da II Guerra Mundial e que cheira-me, já deixou o bilheteiro – que cobra as pessoas que querem visitar o cimo da Igreja – que passa a vida num sobe e desce, encurralado algumas vezes.
Com o vento sempre a estragar-me o penteado, decido sentar-me numa zona mais resguardada no cimo do edíficio, após mais um par de dezenas de fotos, e enviar uma mensagem ao meu próximo Couch Surfer, o Flo. Combinamos encontrar-nos daí a uma hora e pouco. Para fazer tempo passo uma vez mais por Hofburg e detenho-me no Monumento a Maria Teresa de fronte para o Kunsthistorisches o o museu de História Natural.
O tempo voou e Flo já estava em frente ao Museu da Sissi onde nos combinamos encontrar. Relativamente baixo, cabelos castanhos e olhos intensos azuis. Diferente do que esperava. Seguimos para um café ali perto. Finalmente, abrigada do vento e no quentinho daquilo que me parecia um café muito chique e fino, peço uma água e o tradicional Sachertort. Grande, apetecível, um pouco enjoativo e caro.
Flo teve uma namorada portuguesa. Isso não significa nada, mas ficariam surpresos ao ouvi-lo a falar português! Um dos mais doces falares português que já ouvi até hoje! E nem as expressões caracteristicas dos portugueses lhe escapam. Não é um português correcto mas é um português corrente! Falamos mais ou menos uma hora em português. Depois tivemos que voltar para o Inglês. Há mais de um ano que ele não falar português. Estava cansado de fazer força para o falar agora. Concedi-lhe 30 minutos em inglês e depois voltamos novamente à carga. Falamos umas duas horas e depois prometi sair na estação de metro perto da sua casa por volta da hora de jantar. Tinha ainda que ir a casa do meu anterior CouchSurfer buscar a minha mala, despedir-me e agradecer. E que agradável surpresa me aguardava…
Quando cheguei a casa do Thomas para ir buscar as minhas coisas, esperava-me ele na cozinha enquanto cozinhava alguns bolinhos para eu levar comigo. E que bolinhos…!

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Um gesto que achei muito simpático e não vou esquecer!

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Depois de mais uma hora a falar-mos, comer uns bolinhos e tirar umas fotos rumei então a casa do Flo. Pequena mas muito agradável!
Estava cansada nessa noite e pela personalidade do Flo, compreendi que aquela noite era perfeita para simplesmente ficar em casa a conversar, comer qualquer coisa enquanto ele tomava o seu copito de vinho. Tempo de relaxamento e partilha de experiências… e em língua portuguesa!
No dia seguinte Flo iria trabalhar cedo e seria o último dia para mim em Viena. Acordei com ele e assim que saiu para o trabalho, eu saí para um longo dia de passeio. Dia esse que começou com algo que ansiava há muito tempo: a casa de Hundertwasset.

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Viena é igualmente conhecida pelos seus inúmeros parques. No meu último dia dei longas e relaxantes passeios por alguns deles, onde até outros Portugueses ajudei com orientação – encontram-se realmente portugueses em todos os recantos do mundo – a começar por Stadtpark, passando por Belvedere, Hofburg, uma visita ao verdadeiro Rio Danau, the Vienna International Centre e Nações Unidas, Parlamento, Rathausplatz e Sigmund Freud Park.

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Por aqui fiquei numa simpática pastelaria com dezenas de bolos à escolha, a deliciar-me com um deles e uma águinha áustriaca. Ali aguardei com os meus dois Hosts, onde nos iriamos encontrar para jantar.

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Assim foi, jantamos num sítio indicado por um outro amigo meu que já havia estado em Viena. Dissera-me que realmente não podia a oportunidade de lá ir. Era um restaurante paquistanês, self service, onde podiamos comer aquilo que quisessemos e pagar no final, aquilo que achassemos justo. Brilhante! Pessoalmente não achei a comida nada de extraordinário. Há comidas que gosto: como é o caso da chinesa ou da libanesa. Porém, esta não estava ao meu gosto, mas claro, que comi um pouquinho. Achei justo pagar 8€, por estar na cidade em que estava (e porque não queria passar por portuguesa suvina) e daí despedimo-nos de Thomas e rumamos a casa. Já no autocarro ou comboio, já nem me recordo vejam lá o meu estado, comecei a sentir-me estranha. Foi o princípio de uma longa noite… Aquela que seria a minha última noite em Viena, e que deveria ser memorável, foi-no sem dúvida, mas pelos piores motivos… Um intoxicação alimentar. A cada hora, tive que apressadamente ir a correr para a casa de banho. Vómitos e diarreia sem parar. O mais estranho, é que a Thomas e ao Flo nada aconteceu. Apenas comigo e comemos o mesmo. Foi uma noite horrivel onde só consegui dormir lá para as 6 da manhã e às 7 me despedi do Flo que ia trabalhar, para às 8h tentar sair de casa. A única coisa que consegui comer eram clementinas. Passei num supermercado para comprar algumas e o cheiro do próprio supermercado causou-me de tal modo nauseas, que tive que me sentar nos degraus de entrada. Quando cheguei para pagar, ninguém estava na caixa. Os 2 minutos que esperei, jurava que ia desmaiar. Consegui aguentar até que o homem da caixa chegasse, olhei-o com a maior raiva do mundo e voltei a sentar-me desta vez nos degraus do metro. A minha mochila devia pesar uns 15kg, estava quase imobilizada pelo peso da mala (que é normal) totalmente condicionada pela minha fraqueza. O meu objectivo era apenas, chegar à plataforma da StudentAgency em Praterstern. Arrastando-me pelas linhas do metro, ainda assim, cheguei cerca de uma hora antes da partida. Sentei-me no banquinho de espera do autocarro, e apenas respirava fundo, como se todo o ar fresco me limpasse o corpo e a alma e levasse tudo de mau. Sentia-me muito mal em espaços fechados e com odores ambundantes. Precisava mesmo de ar fresco.
Contudo, nem mesmo na paragem “tive sossego”. Duas filandesas chegaram à procura da mesma plataforma. Disse-lhes que era aquela. Precisava de comprar uma água, e elas gentilmente guardaram a minha mala que pesava uma tonelada enquanto comprei uma água – com a sorte que tenho, tinha que ser uma com gás, que eu detesto… – voltei e falamos um pouco. Apresentá-mo-nos, elas foram tão simpáticas que até me forneceram comprimidos contra a diarreia, etc. Eram duas irmãs, uma delas era ERASMUS em Viena e vinham agora visitar Praga durante o fim-de-semana. Que injustiça! Só um fim-de-semana para Praga! Finalmente chega o autocarro e descobrimos que ficamos juntas no autocarro. Seguimos dali até Brno. Felizmente não tenho ninguém ao meu lado e a viagem torna-se mais ou menos suportável. Pelo menos não vomitei. Ainda por cima, tinha o cheiro horrível da comida paquistanesa totalmente entranhada no meu casaco. Chegadas a Brno, esperamos 10 minutos para entrar no último autocarro até Praga. Duas horas depois, dizemos adeus e peço-lhes desculpas por não estar em condições para lhes ajudar a encontrar o seu Hotel ou mostrar-lhes um pouca da minha Praga.
Chegada a casa, sã e salva, doente e exausta, excusado será de dizer que dormir o resto do dia.
Mais uma aventura, dentro da grande aventura que é ser Erasmus no Leste Europeu.

… ainda que (confessando) não me alimente como deveria mas Mãe, não te preocupes ainda estou dentro dos 60kg graças ao trigo, um dos ingridientes de uma boa cerveja checa:)

Desde finais de Fevereiro que estou para escrever um post, tenho que escrever sobre o percurso Wroclaw – Krakow, sobre a minha expriência couchsurfing na mesma cidade com uma “host” que me fez sentir mais do que em casa. Bom demais para ser real… Falar dos três dias de Krakow e da minha viagem de regresso com Paulina que esteve em Praga por 4/5 dias as ultimas noite e a partida de Rolf, o meu melhor amigo, as festas em Hostivar que temos estado a organizar aos domingos e mais por ai além, contar tudo o que se tem passado por aqui é uma tarefa que a cada dia que passa vai-se acumulando e tornando as coisas cada vez mais dificil para mim que tanta importância dou a este blog por querer compartilhar a minha expriência.

Mas se nem tempo para arrumar o meu quarto tenho, quanto mais para acalmar-me, inspirar-me e escrever linhas e linhas.

Dizer que o Erasmus esta a entrar na fase 2, a segunda metade. Ontem comecou a Orientation Week para os alunos do Spring Semestre que vai ate o dia 16 de Maio (coincidentemente data do meu aniversário). As aulas começam para a semana mas já por aqui andam muitas novas caras.

O meu companheiro de quarto Tomasz, esta de partida para casa na próxima sexta pelo que irei ter um novo alguém com quem dividir o quarto. Tomasz é um porreirinho (permitam-me a expressão) mas muito inibido, frio (a maneira do leste e diferente dos polacos que tenho conhecido) passa muito tempo no quarto a falar com a namorada no computador. Sobre ele vou escrever um post dedicado, logo que possivel mas a sua partida (ainda que nas ultimas semanas não estivesse a gostar da sua maneira de estar) é também um sinal que uma parte do meu Erasmus esta de partida, afinal foi com ele que dividi o quarto nos ultimos 5 meses e acima de tudo a primeira pessoa que via ao acordar e com quem discutia assuntos relacionados com o curso pois coincidentemente tinhamos as mesmas disciplinas.

Ha… não queria escrever muito mas hoje também é aniversário da Kamila que chegou ontem para repetir um exame mas que amanhã já se vai. Foi bom poder dar-lhe um abraco. Foram quase 3 semanas longe dela e mesmo indo para Berlim (perto) não vai ser a mesma coisa.Enfim…a Kamila não lê português mas PARABENS KAMILA :D

Bem, ficam três fotos tiradas por Saida, uma rapariga da Bielorrusia com jeito artistico para as fotografias que tambem esta por cá por motivos académicos, como eu… ehehe sim são motivos académicos que me trouxeram a Praga! Anyway.. ai vão as fotografias, apreciem o fish-eye!


Roxy, mais movimentado do que o habitual para as normais Free Mondays Sessions
Giulio e Eu (Lembram-se dele? Fim do Ano em Kra Kra Kra)


Procurem-me…estou por ai!!!! A fazer o que não sei…

Não é um post normal, tal como o anterior a este mas as estatisticas são um elemento importante que não se podem deixar de ter em conta. Elas também inspiram-nos de certa maneira.
Nos gráficos que nos disponibilizam aqui no servidor, podemos ter acesso ao numero de visitas diarias, semanais e mensais.
Dos mesmos há que dizer que desde que se iniciou com o blog o dia 3 de Janeiro foi o que recebeu mais visitas: 114
O mês que recebeu mais visitas, Janeiro:930 (O que leva a que o blog esteja a crescer a cerca de 30% nos ultimos dois meses)
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Grafico diario (do ultimo mês)
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Gráfico semanal (desde a semana 28 de 2007)
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Grafico mensal (desde Maio 2007)

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